Que bom seria se…

- Os partidos políticos fossem apenas para credenciar os candidatos a algum cargo, sem votos de legenda, sem nepotismos e sem protecionismos baratos que vivenciamos;

– Juízes e todos os membros da chamada Justiça brasileira fossem eleitos para suas funções e com prazo determinado;

– O futebol fosse praticado como esporte e diversão das pessoas e não para negócios nebulosos e cada vez mais comprometidos com quem não faz as coisas direito;

– Candidatos a cargos representativos nada recebessem a mais do que qualquer cidadão comum, quando eleitos;

– Todos os cidadãos pagassem tributos de forma aberta e não por valores embutidos nos preços finais dos produtos comprados;

– As leis fossem claras com mínima chance de abrir espaços para recursos, protelações e outras interpretações que só beneficiam quem tem dinheiro e quem está ligado aos ´poderes´;

– As riquezas naturais do nosso País não fossem dadas para grupos internacionais sem que estes devolvam em benefícios sociais para toda a população;

– A educação fosse obrigatória e cumprida, sem benesses e premiações eleitoreiras;

– Os profissionais da saúde, educação e das áreas de infraestrutura (água, luz, telefone) fossem bem remunerados para que as condições de vida em geral trouxessem conforto, lazer e satisfação a todos os cidadãos e suas famílias;

– As emissoras de TV, rádio e etc. aumentassem o conhecimento geral e não atuassem como negociantes comerciais;

Que bom seria, mesmo, que a violência não fosse tão valorizada pelos veículos de comunicação diante dos cada vez mais aparvalhados cidadãos do nosso mundo!

Ah. se os sonhos pudessem se realizar!

Se a gente pudesse sonhar e ver esses sonhos realizados, nada disso que vivenciamos nas telinhas, com o programa obrigatório inútil, estaria acontecendo.

Promessas que, sabemos, ninguém cumprirá; ataques pessoais que não geram processos e punições; obras realizadas, ditas por eles e elas, inexistentes, inacabadas ou nem iniciadas; atendimentos clínicos e hospitalares de primeiro mundo prometidos que, sabemos com dor na alma e no físico, nunca ocorrerão; carinhas e caretas despojadas de convicções nos semblantes mostrando quão culpados somos todos nós, pois deixamos esses nos representarem; o circo que nos é mostrado é injusto com os profissionais reais dos picadeiros e das lonas surradas montadas nas nossas proximidades; as madeireiras deviam contratar todos esses candidatos (com raríssimas exceções!), pois são efetivamente uns grandes caras de pau!

Como oxigenar sua mente

Quando a gente chega numa certa idade, imagina por vezes que é difícil se comunicar com gente jovem. Pensando bem, é até fácil, desde que se coloque no nível de pensamentos e raciocínios dela. Difícil mesmo é estabelecer certas regrinhas para tal. Voltar no tempo e revelar particularidades que tenham pontos de interesse no jovem pode ser uma receita.

Mas, como se apresentar, como provocar interesse nos seus assuntos? Como levar uma conversa que atraia sua atenção e provoque perguntas? Jogue-se no seu tempo de cinco, dez ou quinze anos e vislumbre o que uma pessoa com setenta poderia responder ou revelar eventuais curiosidades de quem está na flor da idade, com um mundo cheio de novidades, algumas boas, outras nem tanto.

É comum entrar num grupo e jogar conversa fora. Isso a gente faz a todo instante, num encontro que pode ser no bar, antes ou depois de algum almoço festivo ou de serviço, ou mesmo quando se fica numa fila de banco, de ônibus, de caixa em mercado.

Tenho tido oportunidades de conversar com jovens quando clubes de Rotary programam palestras vocacionais em determinadas escolas no interesse de mostrar caminhos para escolhas de profissões em Universidades. Vários profissionais são convidados a falarem de suas atividades, em salas com alunos que previamente escolheram em que áreas almejavam saber mais.

No meu caso, como profissional de comunicação, jornalismo como ponto mais forte, sou apresentado e, em pouco tempo, digo o que sou e o que fiz, onde trabalhei, em que áreas da comunicação tive a oportunidade de trabalhar e deixo o restante do espaço para receber perguntas.

Claro que falar com jovens num ambiente cativo, fechado, fica super fácil, dirimindo dúvidas sobre rendimentos, ganhos, lucros, onde se pode obter mais sucesso e mais auto-realização, bem como revelações que consigam motivar a assistência do encontro. No final dessas reuniões, levanta-se no ambiente um certo resumo, se conseguimos tirar as dúvidas e se aquilo que dissemos valeu a pena. Mais da metade, normalmente, confessa que valeu e que iria repensar que curso escolher ou em que área  vão atuar.

Mas, ter chances de conversar com a juventude permite ganhos pessoais, pois se obtém oxigenação para a nossa própria cabeça, na compreensão das coisas que afetam a ela e a nós mesmos. Nas perguntas e nas respostas, nas instigações mútuas, percebe-se que todos aumentam o seu conhecimento e entendimento do mundo em que vivemos.

Ah, se a gente pudesse estar sempre exercitando o poder de navegar no conhecimento dos mais jovens, nas suas expectativas de futuro e nos seus caminhos por uma vida !melhor. Que tamanho têm mesmo as suas esperanças neste mundo que está aí e que tipo de segredos poderiam obter de quem já trilhou por tantos caminhos?

 

 

Feliz Natal!

Que o espírito do Natal que sensibiliza nossos corações permaneça ao longo de todo o ano fazendo com que sejamos solidários, justos e felizes. Que nossas ações se revistam de respeito e amor e que vejamos no próximo um irmão com o qual aprendemos diariamente a partilha, o perdão e a aceitação.

Um Feliz Natal a todos!

Cristina

Sabem bem o que eu queria para o ano que vem?

Sabem bem o que eu queria para o ano que vem?
– Não ter mais cuecas que apertem;
– Não responder a um passageiro de elevador quando pergunta se o tempo vai piorar ou melhorar;
– Usar o celular apenas quando ele consegue funcionar;
– Nunca mais ligar para o tele-atendimento de qualquer operadora;
– Desligar o noticiário quando o ministro Mantega anuncia as metas financeiras e orçamentárias;
– Não saber de qualquer detalhe de programas como BBB e Fazenda e muito menos ouvir inteligentes aportes verbais do Bial;
– Assistir a óperas clássicas que provoquem emoções por dentro e por fora;
– Não receber correspondências toda semana de Seleções ofertando prêmios milionários;
– Ter extrema paciência para ler contas telefônicas que oferecem planos, descontos e nunca diminuem o valor final;
– Usar perfume que, mesmo caro, permaneça mais tempo no corpo;
– Curtir os cantos dos pássaros da minha varanda e janela;
– Ver e curtir meus familiares, neto e netas, esposa, filhas, filho, genros e nora, não importa onde estejam, sempre com coração aberto e brilho nos olhos;
– Ver e rever os verdadeiros amigos, que são poucos mas verdadeiros;
– Tentar outros canais para acompanhar jogos de futebol, volibol, basquete e automobilismo sem a voz do Galvão;
– Não viver aventuras que exijam guinchos, mecânicos, seguradoras, clínicas e aquele clima de ter que explicar como foi;
– Servir a quem realmente precisa;
– Aumentar os círculos de amizade que permitam formar uma tribo do bem querer, do bem fazer e do bem curtir;
– Ingerir alimentos que irriguem o sangue e a mente;
– Manter coerência, justiça e ética em todos os atos, não importando as pressões materialistas que nos perseguem a toda hora;
– Conhecer as riquezas naturais do Brasil e de outros países;
– Conhecer melhor as pessoas que nos cercam;
– Ter um ano novo com saúde, mente atualizada e criativa sem ferir sentimentos dos outros e das outras.

Tempos de reconhecer e respeitar

Tenho certeza de que um pouco de indignação não é motivado pelo frio que chega valendo aqui no Sul, mas tenho que revelar e registrar um fato ocorrido no domingo, em Lages, quando minha esposa e eu estávamos tomando café num hotel tradicional, depois de uma noite de sábado e um início de madrugada especial e animado na exitosa Festa Nacional do Pinhão.
Sala de café praticamente vazia, apenas nós, mais um casal e três jovens, um deles nem tanto, a descontração e bom ambiente davam aquele aconchego que a gente gosta de ter e de curtir.
Terminada a sua refeição, eis que o trio saiu de sua mesa e se dirigiu à saída. Nesse momento, a atendente, uma senhora bastante atenciosa e prestativa, chamou um deles para lhe informar que, ao lado da sua mesa, no chão, caíra uma cédula de dez reais e que certamente deveria ser de um deles.
O mais velho, sem dizer nada, voltou até a nota, pegou-a e se dirigiu de novo à saída, não sem antes um dos jovens comentar jocosamente de que ´se fosse uma nota de cem a mulher nem avisaria!´, rindo. Todos ouviram, inclusive a funcionária.
Levamos um susto, logo demonstrando indignação pelo comportamento de um dos meninos. O casal ao nosso lado ficou visivelmente chateado e indignado também. Lívida, a funcionária nem sabia o que dizer, mas falamos com ela, e o outro casal também, tentando amenizar o ocorrido. Ela então nos disse que naquele hotel, sempre, quando se achava alguma coisa, algum pertence, logo eram encaminhados para a portaria e se tentava devolver ao hóspede esquecido. E que não importaria, naqueles instante e local, se a nota fosse de dez ou de cem, ela seria encaminhada ao verdadeiro dono, na portaria…
Diante do ocorrido, a gente fica a pensar e a imaginar que tipo de exemplo educacional, familiar e convívio possuem pessoas que circulam nas nossas andanças pelo país.
Numa terra em que só existem enganações e impunidade, parece até normal que jovens deseducados (ou, não educados) mostrem o seu jeito de ver as coisas e, no caso, não reconheçam a honestidade que deveria ser constante, permanente.
Reconhecer e respeitar são verbos pouco aplicados em nosso meio, talvez pelo aumento sem controle da população, pelas ausências paternais e maternais no dia-a-dia, na educação, no exemplo que deveriam dar aos filhos, desde crianças, ou mesmo pela precariedade cada vez maior em nosso ensino, desvalorização dos professores e principalmente pelo comportamento nada coerente e correto dos maiores líderes em nosso Brasil.
Estarei errado em afirmar que os tempos estão cada vez mais sombrios, quando se trata de analisar o mundo em que vivemos? Ou estamos esquecendo que respeito é bom e fortalece a amizade, o bom convívio, o bom viver?
Espero que os tempos do reconhecimento, do respeito e da educação sejam vividos a cada instante.