Um questionário para curso de jornalismo no exterior

Amanda Osiecki está no Canadá cursando jornalismo e precisava respostas a um questionário de alguém vivido na área. Fiz isso, busquei coisas do passado e tive a oportunidade de dar uma viajada na memória. Tomo a liberdade de transcrever, já que pode ser útil para quem estiver interessado:

Name: MIECISLAU SUREK, jornalista desde 01 de dezembro de 1963, com atuação em relações públicas, jornalismo, consultoria empresarial, ambiental, publicidade, marketing, cerimonial, rádio-difusão, TV, editor. Nascido em 27 de junho de 1944. Moro em Curitiba e Araucária, PR.

What is your position in the news organization you work at? (Qual e a sua posição na empresa em que voce trabalha?)

Hoje sou consultor de comunicação, nos campos de jornalismo, relações públicas, marketing e meio ambiente.

How long have you worked for a news organization? (Por quanto tempo voce já trabalhou como jornalista em uma empresa?)

Numa das empresas, a Companhia Paranaense de Energia – COPEL, trabalhei 22 anos, como relações públicas, redator, cerimonial, instrutor; noutra, o jornal Diário do Paraná, por 12 anos, sendo repórter, colunista social, promotor de eventos, editor de.caderno, editorialista.
What is you beat, type of reporting? (Qual e o seu estilo de reportagem?)
Quando repórter, assuntos gerais comunitários, relacionamento com a comunidade em diversas frentes.
How did you get your first break? (Como voce conseguiu o seu primeiro ‘furo de reportagem’?)
Em 1965, fui enviado dos Diários Associados para uma região do Estado, o Oeste, para uma reportagem amena, realçar uma localidade, um distrito, para que o Governo emancipasse a Município, quando soube que cinco dias antes tinha passado perto dali um furacão, que abriu uma estrada de trinta a cinquenta metros dentro da floresta, dizimando tudo, casas, animais, etc. Fiz uma série de reportagens e circulou em todo o país, pois os jornais da rede reproduziram os artigos sobre o acontecimento.
Tell me a little more about your trajectory. Where else have you worked? (Me conte um pouco mais sobre a sua trajetória. E em quais outros lugares voce ja trabalhou?)
Fui repórter de setor no jornal Última Hora, no Paraná, durante 18 meses. Fazia uma coluna de clubes de bairros com evento anual de escolha de Miss Luzes da Cidade e também editava uma coluna diária de reclamações do povo, sobre problemas nas ruas, nos bairros, etc. De noite, era plantonista, pois as mais recentes notícias eram passadas por telefone para São Paulo, onde era editado o jornal. Numa dessas noites, recebi pedradas de extremistas de direita, que acusavam o jornal e seus profissionais de comunistas. Depois, em 1964, passe a trabalhar nos Diários e Emissoras Associados, da direita, fazendo a mesma coisa, coluna de reclamações populares e coluna de assuntos de clubes, bailes, etc. Fui editor de caderno, da página internacional. colunista social, promotor do Concurso Miss Paraná, Rainha das Praias do Paraná, Rainha das Praias de Santa Catarina. Nesse período, de 1964 a 1976, também tinha programa de rádio, Rádio Colombo, onde de manhã, das 8 às 9 h, atendia pedidos de música, lia horóscopo; mais tarde, na Rádio Cultura, comandei um programa de debates políticos, ao meio dia, de muito acesso e polêmicas; De 1969 a 1973, trabalhei como redador na Assessoria de Relações Públicas da COPEL, noticiando assuntos de fornecimento de energia elétrica, contatos com autoridades em Municípios do Norte e Noroeste do Paraná. Durante dois anos, trabalhei no gabinete do Governo do Estado, como assessor de comunicação do Governo Pedro Viriato Parigot de Souza, sendo porta-voz de temas estratégicos emanados do professor Parigot para os principais editorialistas de jornais do Brasil (O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil e Correio da Manhã do Rio de Janeiro). De 1973 a 1976, ainda nos Associados, tive programa diário de televisão, na TV Paraná. Voltei em 1976 para a COPEL, assumindo a área de RP em Cascavel, atendendo a 62 municípios do Oeste e Sudoeste, com atividades nesse tempo como colunista social em editorialista no jornal O Paraná, na sucursal da Folha de Londrina e Jornal do Estado de Curitiba, programa de Rádio, na Rádio Colmeia. Retornei a Curitiba em 1985, assumindo a área de relações públicas na COPEL, tendo sido instrutor de RP para todos os funcionários que tinham contatos com público, desde eletricistas e motoristas de plantão, telefonistas até atendentes de agências e escritórios, etc. Em abril de 1991, solicitei aposentadoria tanto na COPEL quanto no INSS, criando empresas de publicidade, fotografia e editora. Editei durante 10 anos o jornal bilingue polonês e português chamado LUD (O POVO) com circulação semanal com mais de 5 mil exemplares. Fui assessor de comunicação da Associação Comercial do Paraná, Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá e de Araucária, editando jornais de empresa e noticiando os acontecimentos empresariais. Editei mais de 10 livros de autores diversos, dois dicionários Polonês-Português e Português -Polonês, exportando-os inclusive para a Polônia e países da América Latina. De 2001 a 2014, passei a ser consultor de comunicação social para a AGL Consultoria Empresarial e Comunicação Social Ltda, atendendo contratos de grandes empresas como El Paso, Petrobrás, Votorantim Energia, Alcoa, Empresa Paranaense de Energia, etc., na facilitação de contatos entre empreendimentos de gás natural, usinas hidrelétricas e eólicas, fabricação de cimento e as populações atingidas e impactadas ambientalmente.  
Do you have any advice for new journalists? (Voce tem algum conselho para novos jornalistas?)
 No jornalismo, o mais difícil é noticiar acontecimentos de forma isenta, sem dar opinião pessoal ou fugir da verdade.Com a tecnologia que temos hoje, noticiar os fatos com isenção é o caminho mais adequado. A notícia deve ser completa, clara e isenta para que o leitor aumente seu conhecimento e tire a sua própria conclusão dos fatos. Há que se ter muita habilidade e muito treinamento pessoal, individual, para tanto.
What story that you covered that you are most proud of? (Qual historia que voce cobriu que voce tem mais orgulho?)
Várias, mas a que mais me orgulhou como jornalista jovem foi a matéria do furacão no Oeste do Paraná em 1965.
Who do you consider you mentor? Who do you look up to in this career? (Quem voce considera seu mentor? Voce tem alguém que te inspira nessa carreira?)
O primeiro mentor foi o jornalista Mauro Onivaldo Ticianelli, que descobriu meu talento de escrita quando eu lhe mandava cartas e convites para festas estudantis nos tempos em que era presidente do Grêmio Estudantil Visconde de Cairú, quando fazia o curso de contabilidade, e quando fazia bailes na Sociedade União Juventus como diretor social. Mais tarde, meus mentores foram os médicos Arildo Albuquerque e Mário Pilotto, que tinham o dom de valorizar os meus textos e minhas reportagens, pelo estilo de transformar assuntos difíceis, segundo eles, em matéria de fácil entendimento. Meus outros mentores/inspiradores intelectuais foram os jornalistas Carlos Castello Branco (expressivo articulista de O Estado de São Paulo), Carlos Heitor Cony e o escritor José Mauro de Vasconcellos (como estilista de relatos, frases curtas e contínuas)
Meu primeiro registro profissional, com o número 136 do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, ocorreu no dia 01 de dezembro de 1963.

Que bom seria se…

- Os partidos políticos fossem apenas para credenciar os candidatos a algum cargo, sem votos de legenda, sem nepotismos e sem protecionismos baratos que vivenciamos;

– Juízes e todos os membros da chamada Justiça brasileira fossem eleitos para suas funções e com prazo determinado;

– O futebol fosse praticado como esporte e diversão das pessoas e não para negócios nebulosos e cada vez mais comprometidos com quem não faz as coisas direito;

– Candidatos a cargos representativos nada recebessem a mais do que qualquer cidadão comum, quando eleitos;

– Todos os cidadãos pagassem tributos de forma aberta e não por valores embutidos nos preços finais dos produtos comprados;

– As leis fossem claras com mínima chance de abrir espaços para recursos, protelações e outras interpretações que só beneficiam quem tem dinheiro e quem está ligado aos ´poderes´;

– As riquezas naturais do nosso País não fossem dadas para grupos internacionais sem que estes devolvam em benefícios sociais para toda a população;

– A educação fosse obrigatória e cumprida, sem benesses e premiações eleitoreiras;

– Os profissionais da saúde, educação e das áreas de infraestrutura (água, luz, telefone) fossem bem remunerados para que as condições de vida em geral trouxessem conforto, lazer e satisfação a todos os cidadãos e suas famílias;

– As emissoras de TV, rádio e etc. aumentassem o conhecimento geral e não atuassem como negociantes comerciais;

Que bom seria, mesmo, que a violência não fosse tão valorizada pelos veículos de comunicação diante dos cada vez mais aparvalhados cidadãos do nosso mundo!

Ah. se os sonhos pudessem se realizar!

Se a gente pudesse sonhar e ver esses sonhos realizados, nada disso que vivenciamos nas telinhas, com o programa obrigatório inútil, estaria acontecendo.

Promessas que, sabemos, ninguém cumprirá; ataques pessoais que não geram processos e punições; obras realizadas, ditas por eles e elas, inexistentes, inacabadas ou nem iniciadas; atendimentos clínicos e hospitalares de primeiro mundo prometidos que, sabemos com dor na alma e no físico, nunca ocorrerão; carinhas e caretas despojadas de convicções nos semblantes mostrando quão culpados somos todos nós, pois deixamos esses nos representarem; o circo que nos é mostrado é injusto com os profissionais reais dos picadeiros e das lonas surradas montadas nas nossas proximidades; as madeireiras deviam contratar todos esses candidatos (com raríssimas exceções!), pois são efetivamente uns grandes caras de pau!

Como oxigenar sua mente

Quando a gente chega numa certa idade, imagina por vezes que é difícil se comunicar com gente jovem. Pensando bem, é até fácil, desde que se coloque no nível de pensamentos e raciocínios dela. Difícil mesmo é estabelecer certas regrinhas para tal. Voltar no tempo e revelar particularidades que tenham pontos de interesse no jovem pode ser uma receita.

Mas, como se apresentar, como provocar interesse nos seus assuntos? Como levar uma conversa que atraia sua atenção e provoque perguntas? Jogue-se no seu tempo de cinco, dez ou quinze anos e vislumbre o que uma pessoa com setenta poderia responder ou revelar eventuais curiosidades de quem está na flor da idade, com um mundo cheio de novidades, algumas boas, outras nem tanto.

É comum entrar num grupo e jogar conversa fora. Isso a gente faz a todo instante, num encontro que pode ser no bar, antes ou depois de algum almoço festivo ou de serviço, ou mesmo quando se fica numa fila de banco, de ônibus, de caixa em mercado.

Tenho tido oportunidades de conversar com jovens quando clubes de Rotary programam palestras vocacionais em determinadas escolas no interesse de mostrar caminhos para escolhas de profissões em Universidades. Vários profissionais são convidados a falarem de suas atividades, em salas com alunos que previamente escolheram em que áreas almejavam saber mais.

No meu caso, como profissional de comunicação, jornalismo como ponto mais forte, sou apresentado e, em pouco tempo, digo o que sou e o que fiz, onde trabalhei, em que áreas da comunicação tive a oportunidade de trabalhar e deixo o restante do espaço para receber perguntas.

Claro que falar com jovens num ambiente cativo, fechado, fica super fácil, dirimindo dúvidas sobre rendimentos, ganhos, lucros, onde se pode obter mais sucesso e mais auto-realização, bem como revelações que consigam motivar a assistência do encontro. No final dessas reuniões, levanta-se no ambiente um certo resumo, se conseguimos tirar as dúvidas e se aquilo que dissemos valeu a pena. Mais da metade, normalmente, confessa que valeu e que iria repensar que curso escolher ou em que área  vão atuar.

Mas, ter chances de conversar com a juventude permite ganhos pessoais, pois se obtém oxigenação para a nossa própria cabeça, na compreensão das coisas que afetam a ela e a nós mesmos. Nas perguntas e nas respostas, nas instigações mútuas, percebe-se que todos aumentam o seu conhecimento e entendimento do mundo em que vivemos.

Ah, se a gente pudesse estar sempre exercitando o poder de navegar no conhecimento dos mais jovens, nas suas expectativas de futuro e nos seus caminhos por uma vida !melhor. Que tamanho têm mesmo as suas esperanças neste mundo que está aí e que tipo de segredos poderiam obter de quem já trilhou por tantos caminhos?

 

 

Feliz Natal!

Que o espírito do Natal que sensibiliza nossos corações permaneça ao longo de todo o ano fazendo com que sejamos solidários, justos e felizes. Que nossas ações se revistam de respeito e amor e que vejamos no próximo um irmão com o qual aprendemos diariamente a partilha, o perdão e a aceitação.

Um Feliz Natal a todos!

Cristina

Sabem bem o que eu queria para o ano que vem?

Sabem bem o que eu queria para o ano que vem?
– Não ter mais cuecas que apertem;
– Não responder a um passageiro de elevador quando pergunta se o tempo vai piorar ou melhorar;
– Usar o celular apenas quando ele consegue funcionar;
– Nunca mais ligar para o tele-atendimento de qualquer operadora;
– Desligar o noticiário quando o ministro Mantega anuncia as metas financeiras e orçamentárias;
– Não saber de qualquer detalhe de programas como BBB e Fazenda e muito menos ouvir inteligentes aportes verbais do Bial;
– Assistir a óperas clássicas que provoquem emoções por dentro e por fora;
– Não receber correspondências toda semana de Seleções ofertando prêmios milionários;
– Ter extrema paciência para ler contas telefônicas que oferecem planos, descontos e nunca diminuem o valor final;
– Usar perfume que, mesmo caro, permaneça mais tempo no corpo;
– Curtir os cantos dos pássaros da minha varanda e janela;
– Ver e curtir meus familiares, neto e netas, esposa, filhas, filho, genros e nora, não importa onde estejam, sempre com coração aberto e brilho nos olhos;
– Ver e rever os verdadeiros amigos, que são poucos mas verdadeiros;
– Tentar outros canais para acompanhar jogos de futebol, volibol, basquete e automobilismo sem a voz do Galvão;
– Não viver aventuras que exijam guinchos, mecânicos, seguradoras, clínicas e aquele clima de ter que explicar como foi;
– Servir a quem realmente precisa;
– Aumentar os círculos de amizade que permitam formar uma tribo do bem querer, do bem fazer e do bem curtir;
– Ingerir alimentos que irriguem o sangue e a mente;
– Manter coerência, justiça e ética em todos os atos, não importando as pressões materialistas que nos perseguem a toda hora;
– Conhecer as riquezas naturais do Brasil e de outros países;
– Conhecer melhor as pessoas que nos cercam;
– Ter um ano novo com saúde, mente atualizada e criativa sem ferir sentimentos dos outros e das outras.